quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Poema

Caçador.

Simples como um barco pequeno
navegando em  grandes mares,
ou talvez uma lua que de longe pequena,
iluminando mesmo em dias
turvos.
Curto como o tempo que não passa, voa
e como voa
como um vira-lata farejador de serpentes,
coberto de vultos ou de outra imagem qualquer,
e sempre vencendo as serpentes pisoteando-as com suas parábolas vivas.
me faço, refaço
me lanço, aos cantos
e ainda simples  sou
e me escondo e me escondo,
e os meus medos me esconde,
e os meus medos ainda os mesmos,
com os mesmos planos,
Mas como um cão me faço
e todos os dias me refaço
eu as caço;
eu as caço;

eu as caço.


Ariel Pereira

Poema

Meu barco, minha mente.

Imagine se tudo fosse singelo
Se todos os barcos fossem sábios
Enxergaríamos um novo amanhã
Descobriríamos novos traços.
Imagine todo dia um novo verso
Em um montante assoprado em canção
Domando todo esse sentimento
Que refaz nossa depressão.
Imagine cada dia um dia novo
E todo novo se envelhecendo
E os sorrisos de uma perca
Fossem levados pelo vento
Imagine as novas gírias, novas culturas
se transformando em um passado pouco presente
inconsciente;
Meu barco, minha mente,
em meu barco somente.


Ariel Pereira