Amantes.
Antes, muito
antes,
A noite
chorava,
O dia triste
se via,
A solidão
argumentava aos motivos do pranto.
Antes, muito
antes,
A saudade
apertava sem motivos avulsos,
Vida perfeita,
Ainda chorando
nos cantos.
Antes, muito
antes,
De entender o
porquê,
Que antes, nos
montes.
Por resultante
beleza
Não enxergava
de modo algum.
Mesmo antes,
muito antes,
Se olhasse os
seus olhos
Enxergasse a
ambição,
Se dividindo e
me isolando
Em um quarto
de motel.
Antes, muito
antes,
De há ter como
amante,
Hipnotizando-me
naquele instante,
Como trapo em
um bordel.
Hoje há espero
Isolado em um
quarto qualquer,
Ansioso pelos
seus traços,
Há se fosse
inteiramente minha.
O dia
recomeça,
Com a noite
toda em festa,
A noite não
chora mais,
O dia risonho
se refaz,
Quando se vai,
o que era belo se desfaz.
Hoje como
antes,
Encontro de
dois amantes.
Ariel Pereira
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